Tudo que você deve saber antes de viajar para a Indonésia: Guia completo

A Indonésia é um país grande e totalmente surpreendente! Enquanto muitos só enxergam a famosa ilha de Bali, a Indonésia tem muito mais para oferecer! Você pode passar meses por lá e mesmo assim não terá conhecido tudo.

Garanto que até mesmo Bali, além dos destinos turísticos, têm muito mais para se conhecer! Se você quer um destino com praias, montanhas, cachoeiras, vulcões, culinária, arte, cultura e religião, a Indonésia é tiro certeiro!

Preparei esse guia completo para ajudar quem está planejando essa viagem! Tudo dividido por tópicos para facilitar a navegação pelo site! Se você quiser saber sobre alguma informação específica é só clicar no item desejado para ir diretamente no assunto. 😉

1- Informações básicas
1.1- Visto
1.2- Vacina
1.3- Fuso horário
1.4- Idioma
1.5- Moeda
1.6- Tomada e voltagem
2. Logística
2.1- Como chegar na Indonésia?
2.2- Como se locomover entre ilhas?
2.3- Como se locomover entre cidades ou regiões?
2.4- Como se locomover dentro das cidades?
2.4.1- Motos ou Scooter
2.4.2- Carro
3. Religião
3.1- Islamismo
3.2- Hinduísmo
3.2.1- Oferendas em Bali
3.2.2- Templos Hindus
4. Quando visitar a Indonésia
5. Alimentação
5.1- Dicas úteis
5.2- Pratos típicos
6. Como montar o roteiro pela Indonésia?
7. Onde se hospedar na Indonésia?
8. Quanto custa uma viagem para Indonésia?
9. Pontos de atenção
9.1- Taxistas
9.2- Câmbio
9.3- Negociação
9.4- Internet
9.5- Banheiros
9.6- Macacos


1. Informações básicas

Tudo isso é Indonésia

1.1- Visto

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Indonésia, sendo num período de até 30 dias de permanência, prorrogável por mais 30 dias mediante pagamento de taxa.

No entanto, vale lembrar que todos os viajantes para a Indonésia devem possuir um passaporte válido por, pelo menos, seis meses a partir da data de chegada, além de bilhetes de ida e volta.

1.2- Vacina

Na entrada do país é solicitado o certificado internacional de vacina amarela. Não deixe de fazer o seu antes de viajar. É super fácil e rápido tirar o cartão internacional e a vacina de febre amarela só precisa ser tomada uma vez. Consulte o site da ANVISA e faça logo o seu.

1.3- Fuso horário

A Indonésia possui 3 fusos horários diferentes, em relação ao horário de Brasília:

WIB (Jakarta, Surabaia, Medan, Bekasi) – 10 horas +
WITA (Dempassar, Manado, Balikpapan, Samarinda) – 11 horas +
WIT (Jayapura) – 12 horas +

1.4- Idioma

Na Indonésia existem diversos dialetos, mas a língua oficial do país é o Bahasa Indonesia, que é a língua ensinada nas escolas e usada para transmissão em mídia eletrônica e digital.

Em Bali não é difícil encontrar pessoas que falam inglês, mas em Java por exemplo, foi bem difícil a comunicação.

Como forma de respeito, é interessante aprender algumas palavras da língua do país que estamos visitando. Então aqui estão algumas para vocês:

Obrigado = Terima Kasih
Com licença = Permisi
Desculpe = Maaf
Por favor = Silahkan
Sim = Ya
Não = Tidak
Quanto custa? = Berapa Harganya

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1.5- Moeda

A moeda oficial da Indonésia é a Rúpia, sendo o código da moeda IDR e o símbolo da moeda é Rp.

A melhor cotação para troca vai depender de quanto está o dólar e o euro em relação ao real. Eu levei euros, pois o dólar estava muito caro.

Para comparar, na Indonésia em maio, a média da cotação era: 1 dólar = 13.200 rúpias e 1 euro = 15.810 rúpias.

Sugiro comparar a cotação que você irá trocar aqui no Brasil e quanto as moedas internacionais estão valendo na Indonésia.

1.6- Tomada e voltagem

As tomadas em toda Indonésia são do tipo 2 pinos redondos (tipo C), mas elas são um pouco fundas, então é altamente recomendável levar um adaptador universal para não passar sufoco.

E a voltagem na Indonésia é 230v.


2. Logística

2.1- Como chegar na Indonésia?

A melhor forma de chegar na Indonésia é de avião. E para isso você terá algumas opções o que dependerá do quanto pode gastar e do tempo que você tem.

Eu resolvi ganhar tempo e comprar um voo do Rio de Janeiro direto para Bali, com escala em Dubai pela companhia aérea Emirates. Vale lembrar que não existem voos sem escala do Brasil para a Indonésia.

Com isso minha viagem teve um total de 25 horas, mas o preço foi mais alto que viagens com mais escalas e mais tempo de deslocamento.

Porém se você não quiser pagar mais caro, a opção mais barata é comprar a passagem aérea para Bangkok ou Singapura e então de lá comprar outro voo para Bali (Aeroporto Internacional Ngurah Rai). Nesse caso você vai levar em média de 30 a 40 horas para chegar.

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2.2- Como se locomover entre ilhas?

A Indonésia é um país com mais 17 mil ilhas, então já é de se esperar que locomoção não seja um trabalho fácil!

Para mudar de uma ilha para outra, existe opção de barco e avião. Eu utilizei os dois meios. As distâncias não são tão curtas como se pode imaginar e ainda é preciso considerar diversos atrasos que são comuns. Então pense nisso quando for planejar seu roteiro.

No meu caso foi assim:

  • Bali para Nusa Islands – speed boat
  • Bali para Lombok (Gili Islands) – speed boat
  • Lombok (Praya) para Yogyakarta – avião
  • East Java para Bali – avião
Porto onde desembarquei em Gili Air, Lombok |Foto: Alessandra Siqueira|

Lembrando que também há opção de viajar de uma ilha para outra mais longe de barco, mas uma viagem assim pode levar alguns dias. Um exemplo é a viagem para a ilha de Komodo.

2.3- Como se locomover entre cidades ou regiões?

Se for para falar de Bali, adianto que não existem grandes rodovias e estradas. TODAS são sem acostamento em pista única e muito estreitas por sinal. Com isso você já tem noção que o trânsito é intenso e o tempo de deslocamento é grande né?!

Para ter noção, o trecho que fiz do aeroporto de Denpasar até Ubud tinha 38km e levei exatas 1 hora e meia de carro.

Agora em Java por exemplo existe uma grande rodovia que corta toda a ilha, que diga-se de passagem é beeeeeem maior que Bali. Porém entre as pequenas cidades e regiões o trânsito é igual ao de Bali.

Mesmo com o trânsito infernal da Indonésia, entre as cidades ou regiões a forma mais tranquila de se locomover é de carro, seja táxi, carro particular (alugado ou com motorista) ou com os aplicativos do tipo Uber.

A dica é justamente utilizar esses aplicativos: Grab e Gojek. Com eles você vai economizar muito pois o preço é, pelo menos, metade do preço do táxi.

Agora se está pensando em alugar um carro, vale lembrar que em Bali não é possível sem contratar junto o motorista. Então considere esse custo a mais no orçamento se quiser ter um carro rodando com você em Bali. E não se esqueça que na Indonésia a direção é mão inglesa.

2.4- Como se locomover dentro das cidades?

2.4.1- Motos ou Scooter

Eu treinando numa área bem tranquila…

Na Indonésia o transporte oficial são as motos!! Você certamente irá se assustar com a quantidade de motos que rodam pelo país. Na Indonésia todo mundo anda de moto. Homens, mulheres, crianças, idosos! E não é simplesmente pilotar as motos…. Eles andam sem capacete, andam 3 ou 4 na mesma moto, andam com as pernas pro lado, até uma mulher amamentando um bebê na garupa eu vi!

As motos são realmente a maneira mais rápida e econômica de viajar dentro das cidades, o aluguel gira em torno de 70.000 a 80.000 IDR durante o dia inteiro.

O litro da gasolina custa em média 10.000 IDR e colocando esse valor dá para rodar bastante com a motinha! 😉
Falar nisso, colocar gasolina em Bali pode ser interessante, pois além dos postos normais, o pessoal vende gasolina em garrafas plásticas no meio da estrada ou em bombas antigas.

Atenção: se você tem pouca ou nenhuma experiência em pilotar moto, redobre a atenção no trânsito e nem tente acompanhar os locais. Parece não existir leis de trânsito na Indonésia, mas para turistas elas são aplicadas. Então sempre pilote usando capacete e se não se sentir seguro, procure outro meio de transporte, pois sinceramente não é nada fácil pilotar na Indonésia.

2.4.2- Carro

Se você não quer se arriscar encima de uma scooter, utilize o Grab ou Gojek. Ou até mesmo considere fechar um tour ou carro com motorista.

Simplesmente não dá para contar com o transporte público dentro das cidades, nem mesmo os locais utilizam.

Se for utilizar táxi, use apenas o Blue Bird que é o táxi credenciado e mais confiável. Eles possuem taxímetro e você não terá surpresas ou enrolação.


3. Religião

Se tem um lugar do mundo onde a religião é levada com fervor eu diria que esse lugar é a Indonésia.

3.1- Islamismo

A religião predominante no país é o islamismo, sendo a Indonésia um dos países com maior número de muçulmanos do mundo.

Existem muitas mesquitas espalhadas pelo país e é muito comum ver mulheres vestindo burca.

Além de Bali, visitei Lombok, Yogyakarta e East Java, essas três regiões eram muçulmanas e me pareceu realmente que toda a população seguia o islã.

Família incrível que conheci em Java (contei a história lá no Instagram)

Infelizmente, pelo menos no meu ponto de vista, visitei as regiões durante o feriado do Ramadã, que é o mais sagrado da religião. Com isso tudo estava LOTADO, além de ter sido difícil conseguir aluguel de moto e carro, muitas lojas e restaurantes estavam fechados. Achei que atrapalhou bastante a viagem, mas se for olhar para o lado bom, presenciei a cultura local!

3.2- Hinduísmo

Típico cenário da cultura Hindu |Foto: Alessandra Siqueira|

O hindu é considerado uma das religiões mais antigas e praticadas do mundo. E em Bali é a religião predominante! Interessante é que na Indonésia, somente Bali tem o hindu como principal religião.

3.2.1- Oferendas em Bali

Em todos os lados que se olha você encontra oferendas em Bali! As chamadas “Chanang” são pequenas cestinhas feitas de folhas de coco, com muitas flores, arroz, balas e outros presentes para os deuses hindus. Além de um incenso.

Os balineses fazem seus rituais de oferendas três vezes ao dia, eles espalham as oferendas pela casa, nos hotéis, restaurantes e lojas, são muitas mesmo! Só estando lá para ter noção que não estou exagerando! Pela cultura, as oferendas são formas de agradecimento e para trazer boas energias.

Tenham cuidado para não pisar nas oferendas que ficam nas calçadas, principalmente enquanto o incenso ainda está queimando, pois significa que a oferenda ainda está sendo enviada aos deuses. É importante ter muito respeito pela religião do país que está visitando, se você não gosta ou é radical em aceitar os costumes, meu conselho é você não visitar Bali.

3.2.2- Templos Hindus

Eu brinco que em Bali existe um templo para cada ser humano! Tudo parece ser um templo por lá! Onde quer que você olhe você encontra algum deus hindu, algum altar, algum portal.

Isso porque os balineses constroem seus santuários em casa, e dependendo da condição financeira acaba realmente parecendo um templo. Na verdade dependendo do tamanho da construção, acaba se tornando realmente um templo privado.

É lindo de se ver! Os detalhes são muitos e parece que tudo combina com a arquitetura. E tudo muito enfeitado!

Se você quiser visitar um templo sagrado, você terá que estar com os ombros cobertos e será necessário usar um sarong (vestimenta típica), tanto homens quanto mulheres. O sarong é uma espécie de canga que cobre as permas. Vale a pena comprar um se você estiver pretendendo visitar vários templos. Na porta dos templos sempre tem sarong para alugar, mas se você tiver um garanto que será bem aproveitando. Sem contar que são lindos!

Mulheres durante o período menstrual não devem entrar nos templos, pois pela religião, nesse período somos consideradas impuras.

É recomendado também que não se demonstre carinhos e afetos dentro dos templos.


4. Quando visitar a Indonésia

Assim como em muitos países da Ásia, é muito importante saber qual a melhor época para fazer a sua viagem.

Com o clima quase inteiramente tropical, na região costeira a temperatura média é de 28 °C e na região montanhosa a média de 23 a 26 °C.

Como em qualquer país tropical, a temperatura costuma variar pouco de estação para estação, porém no caso da Indonésia o que mais ocorre de variação são as chuvas. E aí que mora o perigo. Porque não é qualquer chuva não, são monções que podem destruir cidades inteiras.

É importante saber que existem dois períodos na Indonésia: o período de seca que vai de abril a outubro e o período de chuvas que vai de novembro a março.

Mas afinal, qual é a melhor época para visitar a Indonésia? Entre junho e setembro! Claro que você vai entrar tudo mais cheio, porém as chances de ter dias lindos é grande.

Eu fui entre o final de maio e começo de junho. Alguns lugares peguei dias maravilhosos, outros peguei nevoeiro e alguns poucos períodos de chuva (na região montanhosa).

Na foto da esquerda olhem o tempo super nublado em Pura Lempuyang, o templo mais famoso da Indonésia. E a direita o dia lindo na Broken Beach em Nusa Penida.

Na época de chuvas fortes, principalmente entre dezembro e março, não é recomendado visitar o país.

➳ BLOG: Aproveite e leia sobre Uluwatu se você ainda não leu! 😉


5. Alimentação

5.1- Dicas úteis

Se você não gosta de pimenta se prepare!! hehe

Tanto em Bali quanto em outras regiões da Indonésia comi comida muito apimentada. A dica é pedir “no chili”. Eles vão diminuir a quantidade, mas garanto que ainda sim terá um toque de pimenta!

Outra coisa para se preparar, se você é carnívoro como eu, sentirá saudade de um bom e velho prato de carne. Raramente se encontra carne bovina na Indonésia.

E mais, é bem provável que em algum momento da viagem você pegue uma infecção alimentar e passe um dia inteiro no “trono”. Infelizmente faz parte, mas para tentar diminuir essa chance, procure não beber qualquer água e cuidado com as saladas.

5.2- Pratos típicos

Mesmo com toda pimenta, a comida da Indonésia é gostosa, principalmente se tratando da culinária balinesa.

Então aqui estão os principais pratos que valem a pena experimentar! 😉

Mie Goreng – Uma outra boa opção para se acostumar com os temperos… Esse prato é macarrão frito também com especiarias, vegetais, pimenta e com um toque adocicado. Parece um yakisoba.


Nasi Goreng – Foi o que mais comi nessa viagem. Nada mais é que arroz frito com muito tempero, especiarias, vegetais e pimenta! Há incrementos como frango e frutos do mar, sempre servido com um ovo frito e salgadinho de peixe.


Frango Satay – Um espetinho de frango com molho de amendoim. Normalmente vem servido com arroz e vegetais. Até achei gostoso, mas o molho pode ser um pouco enjoativo. Vai do gosto né, mas vale a pena provar.


Gado-gado – Uma super mistura de ovos cozidos, tofu, vegetais, salgadinho de peixe e molho de amendoim. Comi esse prato uma vez só, mas achei bem gostoso!


6. Como montar o roteiro pela Indonésia?

Como volto a dizer, a Indonésia é um país bem grande e com muito a se explorar! Quando comecei a programar a viagem achei que 23 dias inteiros seria muito para ficar em um país só, mas quando percebi a infinidade de lugares lindos para conhecer, eu desisti de inserir mais um país nessa viagem e resolvi ficar só na Indonésia!

Aqui está o roteiro como ficou definido depois de muito pesquisar e escolher o que visitar. Prometo que em breve terá artigo para cada um dos destinos!!

Além de todos esses lugares que visitei, queria ter mais tempo de explorar melhor Lombok e conhecer as regiões de Raja Ampat e Wakatobi! Em cada uma dessas regiões está o link oficial do Ministério do Turismo da Indonésia caso vocês fiquem tentados a incluir no roteiro…

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7. Onde se hospedar na Indonésia?

Se hospedar na Indonésia não é caro, é daquelas viagens que você consegue um bom hotel com preço acessível e até mesmo ficar em resort top com um valor impossível de se ver aqui no Brasil por exemplo.

Eu não fiquei em luxo e acabei mesclando hotéis melhores com mais econômicos. Todas as reservas eu fiz pelo Booking e não tive problemas. Mas já adianto uma dica: pague os hotéis antecipadamente pelo Booking, pois se deixar para pagar na hora pode ser que não seja aceito cartão de crédito e ainda que aceito há um acréscimo de 3% de taxa pelo pagamento com cartão.

Deixo aqui as hospedagens que fiquei e os preços que paguei no total das diárias em Maio/Junho de 2019:

UluwatuTregge Surf Camp Uluwatu – R$152 (2 noites)

Nusa LembonganAlam Nusa Bungalow – R$109 (1 noite)

Nusa PenidaSong Cang Bungalow – R$277 (3 noites)

UbudAlam Terrace Cottages – R$402 (4 noites)

MundukMade Oka Homestay and Warung – R$171 (2 noites)

AmedDouble One Villas – R$163 (2 noites)

Gili AirBeranda Ecolodge – R$174 (2 noites)

LombokGrand Royal BIL Hotel – R$102 (1 noite)

YogyakartaAbrakadabra! ArtBNB – R$98 (1 noite)

MalangRedDoorz Syariah near Singha Merjosari Park – R$46 (1 noite)

BanyuwangiAB Hotel Banyuwangi – R$79 (1 noite)

ProbolinggoBromo Park Hotel Probolinggo – R$127 (1 noite)

SurabayaIbis Budget Surabaya Airport – R$123 (1 noite)

Outra opção é alugar a hospedagem pelo AirBnB. Em todos os lugares que aluguei nunca tive problemas, em Cuba mesmo usei o AirBnb. Acho uma ótima opção para quem viaja em grupos ou família.

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8. Quanto custa uma viagem para Indonésia?

Ouvi dizer que viajar para a Ásia é barato! Bem, não é tão assim… De forma geral a Indonésia é um país barato sim, mas pelo que pude ver, com o aumento do turismo os preços aumentaram muito.

Digo isso porque pesquisei bem os preços dos passeios e atrações por exemplo, porém chegando lá encontrei preços dobrados. Fiquei tão intrigada com isso que perguntei a locais que trabalham em locais turísticos e a resposta era: “Tem uns 6 meses que o governo aumentou as taxas, não sei o porque”.

Ou seja, o olho tá crescendo! Nem sei se posso julgar, pois todo lugar turístico acaba assim. Mas confesso que fiquei triste por pensar logo logo a Indonésia não será mais um destino exótico …..

Hospedagem é algo bem barato, onde você se hospeda em lugares bonitos, confortáveis, bem localizados e com um preço bem acessível. Alimentação também pode ser muito barata dependendo do lugar, mas no geral em restaurantes mais arrumadinhos, por assim dizer, é praticamente o mesmo preço que no Brasil.

Quanto ao transporte, o terrestre não é caro, mas o marítimo e aéreo são também parecidos com valores brasileiros. Agora em relação a passeios, vai depender muito da quantidade que fizer e se serão privados ou por conta própria.

As entradas não costumam ser caras, mas como falei, o olho cresceu e TUDO está sendo pago para turistas, até mesmo foto em estrada pública que ficou famosa no Instagram (quem viu meus stories de Munduk vai lembrar sobre isso).

Mas vamos ao que interessa, o resumo de gastos dessa viagem:

  • Hospedagem: R$ 2.070 – 441 euros (quarto duplo/valor para 2 pessoas)
  • Alimentação: R$ 1.173 – 250 euros por pessoa (comidas e bebidas)
  • Passeios: R$ 718 – 153 euros por pessoa
  • Transporte: R$ 870 – 185,38 euros por pessoa (avião, ônibus, barco e transfer)
  • Dirigindo e pilotando: R$ 551 – 117 euros por pessoa (aluguel de moto, carro, bikes + gasolina e pedágio)

Total por pessoa: R$ 5.382 (considerando valor da hospedagem sem dividir para 2 pessoas)

Lembrando que foram 23 dias/noites com a seguinte cotação:

1 euro = 15.810 IDR
1 dólar = 14.350 IDR
1 real = 3.371 IDR
1 euro = 4,69 reais

Em breve um artigo detalhado sobre cada custo da viagem!


9. Pontos de atenção

Infelizmente em muitos lugares do mundo aplicar golpes em turistas é comum!! A Indonésia tem um povo muito amável e receptivo, mas também tem muito picareta!

Vou contar agora sobre situações e dicas que posso dizer por experiência própria para tentar ajudar a vocês a ficarem atentos!

9.1-Taxistas

Na Indonésia tem taxista por todos os lados… Onde quer que você ande tem alguém gritando no seu ouvido “táxi táxi”. No entanto, o preço cobrado por eles não é barato, principalmente se for comparar com os aplicativos Grab e Gojek.

Nos portos, como por exemplo, para chegar ou sair das Gili Islands e Nusas, muitos taxistas tentam se aproveitar dos turistas. Comigo aconteceu em Nusa Penida. Ao chegar no porto fomos abordados por diversos taxistas e como a internet não estava funcionando naquele momento, não consegui chamar um dos APP então o jeito foi pegar um táxi mesmo. Então o taxista combinou com a gente 150.000 rúpias e no caminho, primeiro insistiu para fazermos mergulho e parou em uma agência na tentativa de induzir para fecharmos o passeio.

Porém como não demos confiança, ele tocou o resto do caminho normal. Foi então que na hora de pagar demos os 150k e então ele parou e disse: “não, são 200.000. É longe, me desculpa amigo. 200.000”. Falamos que ele tinha combinado 150 e ele não aceitou, ficou ali batendo o pé que era 200 e tivemos que pagar os 200.

9.2- Câmbio

Antes de viajar li muito sobre golpes em casas de câmbio, mas não passei por nenhum! A primeira coisa que vejo na hora de trocar é a seriedade. Pedir passaporte, nome de hotel e fazer uma nota (tipo nota fiscal) já é um sinal que vai dar certo.

O chamado golpe é assim: ao contar o dinheiro que trocaria para você, eles pegam um maço de dinheiro com notas baixas e vão contando rápido em cima de um balcão, mas na verdade ao contar, eles deixam algumas notas caírem atrás do balcão. Quem só confia naquela contagem acaba não percebendo que faltaram algumas notas.

Como eu disse, não passei por isso. Normalmente esse tipo de lugar oferece uma cotação bem mais “baixa” que o normal.

9.3- Negociação

Passeios, transporte e principalmente compras, nunca vale o preço inicial!

Quando você pergunta o preço de alguma coisa a resposta é: “quanto você paga?”. Isso é ruim na minha opinião porque não se tem um parâmetro de quanto vale. Então você pode ser injusto na sua oferta ou acabar pagando mais que devia.

Na Indonésia você vai precisar trabalhar o negociador dentro de você! De forma geral, o preço costuma valer a metade do inicial (quando o inicial é informado)! Sério!

9.4- Internet

Algo que achei um pouco complicado foi lidar com a compra de internet na Indonésia. Os chips locais têm uma chamada de não sei quantos gigas de internet, por exemplo 4 Giga, mas na verdade você só vai conseguir usar 2 Giga desse total.

Explico! Desses 4 Giga, 1 vai para redes sociais, 1 para internet geral e 2 para vídeos em site como Netflix, porém da Indonésia. Então você acaba pagando um valor e usando menos que o esperado.

Sem contar que o consumo desses dados vai embora na velocidade da luz e do nada você recebe uma mensagem dizendo que tem que carregar novamente.

Por outro lado, levei também meu chip da EasySim com internet ilimitada!! O lado super positivo é que você fecha um pacote de dias que quer usar e a internet não acaba. O lado negativo foi que infelizmente na Indonésia não pega tão bem e a internet ficava lenta, principalmente para redes sociais. Para mapas e Google é mais rápido.

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9.5- Banheiros

Algo tão simples como papel higiênico pode se tornar artigo de luxo! E na Indonésia isso acontece… estive em hotéis que não existia papel higiênico, somente chuveirinho.

Sem contar nos muitos e muitos banheiros espalhados pelo país onde só existe um buraco no chão, um local para você apoiar os pés e uma bacia de água com um balde para você dar descarga.

Preparem o coração para essa “moda”. Achei um tanto quanto tensa… hehe

9.6- Macacos

Os macacos são figurinhas típicas da Indonésia e eles são fofos de verdade. Eles estão espalhados por muitos lugares, principalmente em estradas. Os macaquinhos não são perigosos, mas não tentem perturbar o sossego deles e muito cuidado com acessórios que podem ser levados facilmente por mãozinhas ágeis.

Óculos, câmeras e celulares são alvos dessas criaturinhas lindas, então fiquem atentos!

E aí? Gostaram?? Compartilha com os amigos que sonham com a Indonésia!!


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